Past Simple
Past Participle
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Past Participle
- A 2.ª forma aparece apenas em frases afirmativas no Past Simple. Em perguntas e negativas usa-se did + forma base: Did she feel sick? / She didn't feel sick.
- A 3.ª forma (Past Participle) nunca aparece sozinha; precisa sempre de um auxiliar (have, has, had, be, will have...).
- Padrões ≠ regras: há sempre exceções; a língua cresceu ao longo de séculos e tem heranças de várias origens.
- BE vs. AE: no inglês americano, spilled/spelled/smelled/spoiled são mais frequentes; no britânico, as formas em -t predominam.
- Pronúncia: mesmo quando a grafia não muda (como em read), o som pode mudar; ouvir e praticar em voz alta é indispensável.
Para comunicar em inglês com autonomia, não chega saber o presente. Sem as formas do passado, não é possível contar o que aconteceu, explicar o que já foi feito, nem compreender a maior parte dos textos. O 9.º ano visa o nível B1 do Quadro Europeu Comum de Referência e esse nível exige exactamente isso: usar a língua para além do aqui e do agora.
A língua materna é um direito fundamental. É nela que pensamos, que aprendemos, que construímos identidade. Mas hoje, falar apenas uma língua é uma desvantagem real. A União Europeia estabeleceu um objectivo claro: cada cidadão deve dominar duas línguas além da língua materna, sendo o inglês quase sempre uma delas.
Há quem pense que a inteligência artificial resolve o problema. Não resolve. Os programas de tradução automática melhoraram muito desde que o Google Translate foi lançado, em 2006, e sobretudo desde que adoptou redes neuronais artificiais, em 2016. Os erros cómicos tornaram-se mais raros. Mas os erros graves continuam a acontecer, com consequências reais. As máquinas trabalham com padrões estatísticos. Não entendem contexto, não conhecem cultura, não sentem a diferença entre um pedido e uma ameaça.
Em outubro de 2023, um turista do Azerbaijão quis pedir um sumo de romã num restaurante em Lisboa. Não falava português e usou uma aplicação de tradução. Em russo, "romã" e "granada" são a mesma palavra: granat. A aplicação escolheu o termo errado. O empregado entrou em pânico e chamou a polícia. O turista acabou deitado no passeio, algemado, rodeado de cinco agentes fardados. Era apenas um homem que queria um sumo.
A língua não é uma lista de palavras: é um sistema vivo, com contexto, cultura e ambiguidade. As palavras nascem, evoluem, adquirem significados inesperados, caem em desuso. Nenhuma máquina acompanha isso na totalidade e em tempo real.
Nada substitui o conhecimento. Aprender uma língua estrangeira é uma forma de "observar o mundo de outros pontos de vista" e de "descentrarmo-nos", algo que transcende em muito o valor da empregabilidade (Manuel Célio Conceição, professor de linguística na Universidade do Algarve).
Tereza Afonso — Docente de Inglês